Talvez muita gente não saiba, mas lá pelos meus 20 e poucos anos fiz faculdade de moda! Quando me perguntam qual a melhor forma de começar a aprender sobre o assunto eu sempre respondo: estude a história e os grandes nomes. Por isso, separei 10 estilistas que você não pode deixar de conhecer, para entender, aprender e se inspirar cada vez mais.

Dez nomes não chegam nem perto da quantidade de pessoas que a gente pode se inspirar – são muitos grandes nome. Ainda assim, esse é um bom número para entender referências e contextos históricos, e perceber que existem movimentos muito importantes que merecem bastante atenção. Agora, vivemos um momento de uma moda preocupada com movimentos sociais, ambientais e outros posicionamentos. Mas, já existiram muitos outros contextos – afinal, tem gente nessa lista que nasceu há dois séculos e que continuam sendo relevantes. Aproveite, divirta-se e anote todas as inspirações!

DICA IMPORTANTE: perceba que todas as fotos são de desfiles de 2020, ou seja, mesmo depois de taaaaaanto tempo as marcas carregam muito da sua história. Para ver mais fotos, embaixo delas tem o link para a coleção completa!

Guccio Gucci

Guccio Gucci leva o nome de sua marca italiana, a Gucci, fundada em 1921, como uma empresa de artigos de couro e uma pequena loja de malas em Florença. Antes disso, o estilista deixou a Itália para conhecer Paris e Londres, onde pode entender sobre a sofisticação e cultura das cidades – o que serviu como inspiração para suas criações.

Foto: Vogue

A marca e o estilista tem muita história! Mas, dois grandes destaques são a bolsa com alça de bambu e o logotipo double G aplicado nas peças. Ah, tudo isso no final dos anos 40 🙂 Hoje a marca é dirigida por Tom Ford, que, além de reavivar muitos signos da marca, criou a Bolsa Horsebit Clutch, que todo mundo por Hollywood usa até hoje.

Vivienne Westwood

De uma cidade do interior de apenas 1500 habitantes para o mundo, Vivienne Westwood, inglesa, até começou um curso de moda mas achou que não tinha talento e largou, dá para acreditar? Depois de se tornar professora primária e alguns casamentos, conquistou seu espaço e hoje é referência na moda punk e – sempre – lança muitas tendências.

Foto: Vogue

Ela também incluiu nas suas criações movimentos ativistas e trouxe uma moda engajada para o nosso tempo. Desde o combate ao terrorismo até a luta pelo meio ambiente. As peças geralmente trazem muita liberdade e são carregadas de preto, vermelho, tartar, correntes, zíperes…

Coco Chanel

O que a gente sabe logo de cara é que a Chanel é referência quando falamos de classe e moda a la france. Mas, tem muito mais que isso: Coco Chanel, a criadora da marca, ficou órfã de mãe quando tinha seis anos de idade e, com mais quatro irmãos, morou em um orfanato por 4 anos, motivo de inspiração para a coleção de alta costura da Paris Fashion Week 2020.

Foto: Vogue

Coco Chanel trabalhou como balconista em uma loja de tecidos, onde aprendeu a costurar, além de ter cantado em um cabaré, onde recebeu o apelido de Coco, por conta da música Qui qu’a vu Coco. E mais, depois de muita história, você sabia que o nosso pretinho básico é influência da Chanel? Eu amo!

Marc Jacobs

Marc Jacobs é o estilista que fez a gente amar o grunge! Nos anos 80, o criador apresentou uma coleção baseada no estilo das bandas rock grunge da época, como Nirvana, por exemplo. É couro, jeans rasgado, camisas de flanela, modelagem mais larga… 

Foto: Vogue

Mais tarde, Jacobs assumiu o cargo de diretor artístico da Louis Vuitton, em 1997, com o grande desafio de unir sua ousadia à marca. E claro, sua entrada fez com que tudo tenha se renovado, afinal, é do tipo de estilista que não segue tendências universais. Sempre bom ter alguém que vai fora da curva, né amores?

Louis Vuitton

Antes de Marc Jacobs, quem dirigia a marca francesa era o próprio Louis Vuitton. Seu legado se deu principalmente por criar algo extremamente bonito e útil: as malas de viagem! As pessoas, lá em 1854, precisavam de algo para carregar seus pertences pessoais nas carruagens – mas, claro, precisava ser bonito e à altura. Então, Louis Vuitton criou malas super resistentes, com tecidos impermeáveis e ainda sim, belas.

Foto: Vogue

Claro que junto com Louis surgiram seus herdeiros. Estamos falando de Georges Vuitton, que junto com o pai, em 1885 abriu a primeira loja fora da França e revolucionou ainda mais a criação do pai, com fechamentos inteligentes para as malas: “verdadeiros baús”, é o que diz no site da grife.

Ah, a marca também produz vários outras peças como roupas, sapatos… Mas, se você viaja com uma mala linda e seguramente perfeita, Vuitton tem tudo a ver com isso 🙂

Mario e Martino Prada

Antes de tudo: a Prada já foi a fornecedora oficial da família real italiana!!! E mais, a Vogue Americana já disse que o desfile da marca é o único motivo para a Semana de Moda de Milão. Há quem discorde, claro, mas já deu para sacar a importância, não? 

Tudo começou no início do século passado, quando dois irmãos fundaram a grife Prada Brothers. Tudo era tão majestoso por conta do design exclusivo das peças, feitas de materiais pouquíssimos utilizados, que tornavam cada criação única. Até couro de leão marinho já fez parte dos materiais utilizados! Estranho, mas autêntico para a época. 

Foto: Vogue

Hoje, a marca é comandada por Miuccia Prada, neta de Mario Prada. A criação que mais tem pegado desde então, ainda que seja uma marca super inovadora, é uma bolsa preta bem basiquinha, maaaas, é Prada!

Christian Dior

Em 1947, na França, Christian Dior apresentou sua primeira coleção, com muito luxo e revolução. A criação chamava-se Ligne Corolle, mas todo mundo a apelidou de New Look. Isso, pois Carmel Snow, a redatora da revista americana Harper’s Bazarr disse: “This is a new look!” quando viu as criações.

Foto: Vogue

O contexto de suas criações era o pós-guerra. Assim, o seu conceito para a época foi de se livrar de qualquer tipo de restrição e trazer muito luxo e extravagância: modelos extremamente luxuosos, sofisticados, com saias amplas e cinturas bem marcadas.  E isso continua até hoje!

Gianni e Donatella Versace

Gianni Versace aprendeu a costurar da forma mais genuína possível, ajudando a mãe no seu ateliê de costura quando mais novo. Aos 40 anos, foi o responsável por criar a marca com seu sobrenome e o compromisso em trazer muita ousadia e sensualidade, mas, com conforto e liberdade. Não tem como não lembrar das criações do estilista sem pensar em estampas muito chamativas, coloridas e uma pegada meio rock and roll também às vezes. 

Foto: Vogue

Infelizmente, o legado teve que ser passado para sua irmã Donatella Versace, após o assassinato do estilista aos seus 50 anos de idade. Ainda assim, as referências audaciosas e rockeira ainda permanecem e continuam incríveis. Donatella deixou os recortes mais geométricos também 😉

Kate Spade

Kate Spade, em 1991, era então editora da Revista Mademoiselle, sobre moda, desfiles e roupas e ficou indignada com uma criação muito recorrente: a bolsa clássica! Brincadeiras a parte, a estilista queria ver bolsas com design irreverente, diferentões, outras cores… Mas, nunca encontrava! Então, resolveu criar a própria: a bolsinha de elefante. E várias outras também 🙂

Foto: Vogue

No início as bolsas tinham um design retrô e bastante prático, mas com muita personalidade, e depois começaram propostas mais ousadas e bastante divertidas. Hoje, claro, a marca se dedica a outras criações além das bolsas, mas sempre com a mesma pegada leve e cheia de vida.

Jean Paul Gaultier

Sabe o look com sutiã utilizado pela Madonna? Jean Paul Gaultier. Sabe aquele look estilo marinheira? Jean Paul Gaultier. Ah, e o espartilho Pin Up? Também!!! São grandes criações, muito famosas e todas lançadas pelo mesmo estilista, que tem a marca com seu próprio nome. A ousadia está no topo da sua lista e faz jus ao seu apelido: enfant terrible, criança terrível, em francês. 

Foto: Vogue

O grande acontecimento da Paris Fashion Week 2020 foi a despedida do estilista. Afinal, agora, aos 50 anos de carreira, ele anunciou sua aposentadoria. Sua história é extremamente importante para lembrar o quanto é necessário quebrar barreiras e conceitos já pré estabelecidos. Nos anos 80, por exemplo, deixou a lingerie aparente e vestiu saias em homens, causando muito, mas trazendo bons frutos de liberdade.

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Gostou? Claro, são apenas 10 referências, inspirações, influenciadores… Mas, super válidos e necessários para entender sobre moda. E você, pronta para ser uma referência também?! 😅