Seja para temperar alimentos salgados ou para ressaltar o sabor de doces, o sal é um dos melhores amigos de todo cozinheiro e confeiteiro. O ingrediente acompanha a humanidade há milhares de anos e foi ganhando diversos novos usos com o passar do tempo. 

Além de ser um tempero essencial, o sal também é usado como uma forma de preservar carnes – daí vem a carne seca ou carne de sol. Isso sem contar com todos os seus usos pela indústria química para o preparo de produtos de limpeza e beleza, por exemplo. 

Dessa vez, vamos focar nos tipos de sal. Separamos 7 deles para falar sobre, incluindo suas semelhanças, diferenças e benefícios!

Foto: Rockett St George

Sal refinado

O sal refinado é aquele bem fininho – o mais utilizado pela população mundial. Ele vem da água do mar ou lagos salgados e, até chegar nas prateleiras do mercado, passa por uma série de processos. O refinamento e o branqueamento, responsáveis por deixá-lo com a aparência que conhecemos hoje, são apenas alguns desses procedimentos. 

Esse tipo de sal também conta com a adição de iodo – componente obrigatório para que o produto circule aqui no Brasil. Esse mineral equilibra os outros nutrientes do sal refinado, evitando a produção em excesso de hormônios que aumentam a glândula da tireoide. 

Por ter menos minerais causados por todos os processos industriais, esse não é o sal mais saudável de todos. Ainda assim, é aquele mais versátil e buscado pelos brasileiros. E atenção: consumimos em média 12 gramas de sal por dia, quando o recomendado por nutricionistas é de 5 gramas, aproximadamente. Use com moderação 😉

Sal rosa

Chamado de sal rosa ou sal do Himalaia, esse é um dos sais mais caros do mercado. O nome indica justamente de onde ele é extraído: das salinas nas cadeias rochosas do Himalaia, na Ásia! Sim, ele vem do outro lado do mundo e não à toa tem um valor superior ao sal refinado, por exemplo. 

Outro fator que o encarece são os seus benefícios. Por passar por menos processos e não conter aditivos químicos, ele é um dos mais saudáveis. Para você ter uma ideia, são mais de 80 tipos de minerais concentrados nessa versão do ingrediente. 

Ele tem um sabor mais neutro e por isso muitas pessoas acabam exagerando na quantidade. Mas, apesar de ser um tipo de sal mais saudável, isso não significa que ele possa ser consumido em grandes porções. 

Ah, e aqui vai uma dica: há quem venda sal grosso tingido com corante rosa como sal do Himalaia, por isso desconfie caso veja uma promoção muito boa. Para saber se o tempero é falso, basta colocá-lo na água. Se ela ficar rosada, é porque esse não é um verdadeiro sal rosa.

tipos de sal
Foto: Andrijana Bozic

Sal marinho

O sal marinho conta com duas origens principais. Uma vinda da evaporação de água estocada em represas e outra de mares que secaram há milênios. Ou seja, nem toda a sua origem é, de fato, “marinha”. Em ambos os casos o sol é o responsável pela secagem do sol, tornando seu preparo mais natural e sem agentes químicos. 

Ele acaba sendo mais caro que o sal refinado por ser removido da superfície desses lagos e mares, tornando o processo um pouco mais manual. Durante a evaporação ele acaba perdendo bastante iodo, e por isso ele também leva a adição desse mineral para ser comercializado. 

Para quem quer seguir uma dieta mais natural sem gastar muito com sais “gourmet”, essa é uma das melhores opções. Afinal, conta com vários minerais e é feito com poucos processos químicos. 

E sabe aquele sal grosso muito usado principalmente em churrascos? Ele nada mais é do que um tipo de sal marinho, vendido com essa textura mais granulada que conhecemos. 

Sal negro

O sal negro é, definitivamente, um dos mais diferentes. Vindo de reservas naturais na região central da Índia, ele é reconhecido facilmente não só pela coloração, como também pelo seu sabor forte – que lembra até mesmo uma gema de ovo. Isso acontece porque ele conta com um alto teor de enxofre, além de levar outras ervas em seu preparo. 

Por conta desse sabor diferente, o tempero é um sucesso entre os vegetarianos, usado principalmente para o preparo de massas, molhos ou saladas. Quem quiser provar o ingrediente terá que desembolsar um dinheiro a mais, mas vale a pena para experimentar 😉

Sal maldon

Quem quiser sentir um pouco da pompa da família real britânica pode investir no sal maldon. Vindo da região sul e sudeste da Inglaterra, esse tipo de sal existe desde 1882, aproximadamente. Assim como o sal do Himalaia, ele tem um sabor mais neutro e fresco, mas ainda assim potente quando bem utilizado. 

O valor caro para pequenas porções do ingrediente reflete não só sua origem, como também o processo artesanal envolvido para a extração do sal, que vem de uma água fervida e filtrada especialmente para o preparo do ingrediente. 

Flor de sal

Já falamos detalhadamente sobre a flor de sal no site, mas aqui vai uma versão reduzida sobre o produto. Esse é um dos sais mais delicados, retirado da camada mais superficial das salinas. Por isso, é produzido em menor escala – encarecendo o ingrediente.

Apesar do processo de extração ter surgido na França, outros lugares no mundo preparam o produto, incluindo o Brasil. As salinas do Rio Grande do Norte, por exemplo, são um ótimo exemplo. Além do sabor ser similar às versões europeias, o preço é mais em conta. 

Outro detalhe importante sobre o ingrediente: ele passa por pouquíssimos processos industriais, então conta com uma maior concentração de minerais super importantes para a nossa saúde. 

Sal light

Com 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio, o sal light é a solução para hipertensos. Além de não ser caro, esse teor reduzido de sódio é ideal para quem deve evitar o consumo do mineral. Justamente por isso ele acaba salgando menos a comida, mas de nada adianta aumentar na quantia de sal que você usa se quer controlar a hipertensão. 

Embora ele faça bem para pessoas com esse quadro clínico, aqueles com problemas nos rins ou no coração devem evitar o produto. O potássio é um dos principais agentes para manter nosso coração saudável, mas quando consumido em excesso ele pode causar descompasso e até doenças cardíacas! 

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Entenderam todas as diferenças e benefícios de cada um desses tipos de sal? Espero que sim! E lembre-se que antes de iniciar qualquer dieta é fundamental consultar um nutricionista, combinado?