bean-to-bar-chocolate-la-naya-chocolate-packagingoftheworld-ickfd

Quando pensamos em chocolate, normalmente o que vem a cabeça são aquelas marcas mais conhecidas, não é mesmo? Tipo Nestlé, Garoto, Lindt, Hershey’s… Mas, de alguns anos para cá, o mercado do chocolate está recebendo uma abordagem bem diferente.

Apesar do chocolate artesanal não ser novidade, por volta de 2005, nos Estados Unidos, um movimento de artesãos comprometidos com a qualidade e com o amor começou a nascer. Dispostos a fazer um produto sofisticado e com ingredientes naturais, pequenos fabricantes foram entrando cada vez mais no jogo e roubando uma fatia grande do mercado do cacau. 

Aos poucos, mais e mais artesãos ao redor do mundo começaram a copiar essa ideia e a nova tendência foi batizada de “bean-to-bar” (que em português significa, “da amêndoa à barra”). 

bean-to-bar-chocolate-lovingearth-ickfdFonte: Loving Earth – foto de topo: Packaging of the world

A ideia destes fabricantes é comprar as amêndoas de cacau diretamente de produtores que trabalhem com produção livre de agrotóxicos, pagar um valor justo pelo cacau e oferecer um produto o mais natural possível ao consumidor final.

Para fazer isso, essas empresas normalmente optam por grãos de origem única e ingredientes mais finos e produzem pequenos lotes (de 2 a 35 kg) de chocolate por vez. Em geral, além de estarem dispostos a abrir mão do lucro exorbitante e concentrarem-se na qualidade e frescor, os pequenos comerciantes priorizam as vendas locais.

bean-to-bar-chocolate-wilkischocolate-ickfdFonte: Wilkischocolate

E não é só diversão nesse negócio! Em geral, os empreendedores literalmente colocam a mão na massa: eles cuidadosamente separam e depois moem as amêndoas, bem como inventam novas receitas e interagem com o consumidor final. É tudo muito natural e interativo… Tudo muito “fofo”!

Além disso, essas marcas estão sempre inovando, misturando sabores e brincando com as porcentagens de cacau, por isso a tendência atrai tantos “foodies” e curiosos.

chocolate-bean-to-bar-nyt-ickfdFonte: New York Times

As barras de chocolate bean-to-bar normalmente são bem mais caras que os chocolates processados, mas você paga pela certeza que está consumindo um chocolate sustentável, livre de aditivos, que o produtor do cacau foi devidamente remunerado e a produção não involveu trabalho infantil. Além disso, ao comprar esse tipo de chocolate, você ajuda o pequeno comércio.

Muitas dessas empresas também atraem ao consumidor pelo uso de ingredientes orgânicos e saudáveis, como, por exemplo, substituindo o açúcar refinado por adoçantes alternativos.

Até as embalagens são muito bem elaboradas, buscando sempre trabalhar com materiais sustentáveis. Superfofas e rústicas! Dá vontade de comprar todos os sabores!

chocolate-bean-to-bar-npr-ickfdchocolate-bean-to-bar-chocolabo-ickfdFontes: Nor – Chocolabo

No Brasil, existem alguns fabricantes de chocolate bean-to-bar. Entre eles podemos citar AMMA, Chokolah, Luisa Abram e a linha Pratigi da Chocolat du Jour. Normalmente, essas empresas vendem seus produtos em suas próprias lojas ou mercados especializados.

amma-chocolate-bean-to-bar-ickfdFonte: Amma

Eu adoro chocolate “bean-to-bar”! Sinto que cada barra tem um sabor diferente, implorando para ser descoberto pelo meu paladar… Hehehe! E você, já provou?

*Na Venezuela, eu visitei um projeto “bean-to-bar” muito legal chamado “Cacao de Origen”. Até escrevi um post no meu blog sobre esse projeto. Confere lá!