Mesmo Volgogrado sendo a terceira cidade que visitamos na viagem, ainda assim foi uma surpresa atrás da outra. A primeira delas foi a paisagem surreal do Lago El’ton que mostramos no último vlog.

É claro que depois de um conhecer um lugar mais afastado como esse, queríamos curtir o dia seguinte de uma forma mais tranquila. O passeio começou com uma caminhada pertinho do hotel, mas o nosso primeiro ponto de parada foi um monumento histórico e impactante: a Estátua Mãe Pátria.

Volgogrado, entre 1925 e 1961, era chamada de Stalingrado e esse nome deve estar te lembrando alguma aula de história. Sim, foi exatamente nessa cidade onde aconteceu uma das batalhas mais sangrentas de toda a história que totalizou em mais de 2 milhões de mortos, a Batalha de Stalingrado. A estátua de 85 metros era a maior do mundo quando foi construída em 1967 e representa a Deusa da Vitória.

Todo o em torno da estátua principal é impressionante, afinal, existem muitas outras estátuas de soldados e até painéis que mostram a intensidade da Guerra. Aliás, só essa batalha durou 200 dias e isso também está representado na quantidade de degraus no local. Tudo aqui tem um porquê e é realmente marcante.

De lá nós fomos encontrar a Marinka Vlasova que, por incrível que pareça, é uma russa que aprendeu português e se apaixonou pelo Brasil vendo novelas quando era mais nova. Ela é fluente, dá aula de português para iniciantes e nós acompanhamos um pouquinho da aula dela. Ela é supersimpática, daquelas professoras que eu adoraria ter aula.

De lá, nós fomos conhecer a maior estátua dedicada a Lenin – e olha que existem muitas! Só o pedestal tem 30 metros e a estátua em si 27. Esse é o monumento mais alto feito a uma pessoa real e fica a beira de um canal lindo, com um parque ao fundo.

Nós ainda fomos até a Datcha da Família Lazurenko. As datchas são as casas de campo russas onde os moradores de regiões mais metropolitanas passam os finais de semana e principalmente as férias.

Foi uma das melhores experiências da viagem – quem acompanha a gente sabe que nós adoramos entender um pouco mais da cultura de cada lugar que visitamos e essa oportunidade de entrar em uma “família” é muito incrível.

Isso sem falar na simpatia da família! A Elena foi uma ótima companhia e nos mostrou cada cantinho da casa!

A melhor parte, como vocês devem imaginar, foi a comida. Fui ensinada pela própria Babushka (avó em russo) a fazer um blini (aquele crepe delicioso que comemos no comecinho da viagem) com smetana – o creme azedo dos deuses.

É claro que vocês podem conferir a nossa experiência completa desse dia intenso no vlog 😉