Na noite de hoje (06/07), Porto Alegre perdeu, mais uma vez, o lugar mais incrível da cidade: o Mercado Público. Consumido pelas chamas de um incêndio que teve início por volta das 20h30, era ponto de encontro da velha-guarda da cidade, de profissionais da Gastronomia, das donas de casa e de toda espécie de cidadãos. Digo ERA porque, até alguns minutos atrás, mais de 50% da sua estrutura já estava comprometida pelo fogo. Aquele Mercado se foi.

Foto: UOL

Ainda ontem – que sorte a minha! – estive lá. Tomei uma água (com gás, por favor) num dos restaurantes mais tradicionais da cidade, o Gambrinus, que é famoso há mais de cem anos pelo Bolinho de Bacalhau. Mas, bem, eu estava lá a trabalho. Fui em busca de chocolates, açúcar, papel manteiga, bicos de confeitar novos, enfim, minha última lista de “coisas para comprar no Mercado”.

Agora, estamos órfãos (por quanto tempo?): das iguarias da Banca do Holandês, dos sorteves históricos da Banca 40, dos utensílios preciosos do Armazém do Confeiteiro, da incomparável Comercial Martini, de tantas bancas de frutas e verduras sempre tão frescas e disponíveis. Agora, ficamos sem as peixarias, aquelas das quais sempre reclamávamos do cheiro. Sem peixaria e sem o vatapá com camarões secos que prometi pro namorado. Uma tristeza.

* O Mercado Público de Porto Alegre tem 144 anos, já sofreu 3 incêndios e é tombado como Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.