A cozinha brasileira está crescendo. Gavin Mcowan, do The Guardian, escreveu uma matéria sobre as novidades que os restaurantes brasileiros estão trazendo para o país e para o mundo.

Não é surpreendente que o reconhecimento tenha sido feito pela Restaurant Magazine, organizadora do ranking dos 50 melhores restaurantes do mundo. Mcowan visitou os dois colocados daqui, D.O.M, de Alex Atala (6º lugar) e Maní, de Helena Rizzo e Daniel Redono (46º colocado no ranking). Ambos os espaços premiados ficam em São Paulo e têm em seus cardápios ingredientes tipicamete brasileiros.

Pois é. Parece estranho para nós, né? “Como é que um restaurante chiquetérrimo vai conquistar atenção mundial com jabuticaba?”. Jabuticaba, sim. E mandioca, e feijão, mel. A justificativa é simples. Para que tentar alcançar os feitos da gastronomia europeia com ingredientes que não os nossos? Reverenciar as matérias-primas inéditas que o Brasil nos propicia é uma atitude digna de aplausos. Gostei. E Mcowan também.

Nossa cozinha está é entrando no movimento Bossa Nova, como disse o crítico de gastronomia da Folha, Josimar Melo. Ao renovar a música brasileira no final dos anos 50, combinando uma batida gringa, o jazz, a um ritmo local, o samba, a Bossa Nova nasceu e trouxe o Brasil junto. Josimar explica: “Uma nova geração de chefs não se limita a copiar as influências estrangeiras; em lugar disso, eles estão aplicando técnicas europeias aos ingredientes brasileiros.”

Algo me diz que o Cozinha Bossa & Malagueta está no caminho certo! Concorda? 😉

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