Qualquer pessoa que aprecia este prazer da vida que é comer há de concordar que seria bom saber exatamente o que está escrito nos rótulos de cada produto que compramos no mercado. Mas “há mais coisas entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia”, e o mistério dos falsos alimentos é uma delas. Baseando-me na matéria da Revista Galileu, vou te contar alguns segredinhos macabros e que você já deve ter ouvido falar em uma conversa ou outra, sobre os alimentos que não são aquilo que parecem ser.

Ainda dá tempo de clicar no voltar da página e acessar receitas deliciosas (feitas com comida de verdade!), por isso já aviso. Se quiser continuar a leitura, então se prepare para alguns choques de realidade. Vou começar pela farsa que tá, pode ser manjada e superconhecida, mas me frustrou muito: a manteiga da pipoca. Isso mesmo, aquela combinação de aromas e sabores acolhedores que nos envolve assim que chegamos ao cinema.

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Foto: Cemedmg

Essa manteiga derretida na pipoca é FALSA! Não passa de óleo de soja com aromatizante. Eu sei que manteiga demais faz mal, ainda mais na pipoca. Eu sei disso mas de vez em nunca eu como… Agora, óleo de soja? Com aromatizante? Não dá pra esquecer do corante beta caroteno, usado para dar um tom realístico e chamativo. Faz sentido, né. Manteiga é mais cara e sempre tem um jeito barato de lucrar em cima da ingenuidade do consumidor.

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Foto: Portal Estar Bem

Semana passada saiu um post completinho sobre a polêmica do chocolate fracionado e tal. A questão aqui é que para ser chamado de chocolate, o produto tem que ter no mínimo 25% de cacau. A bomba vem agora: de acordo com Marco Lessa, produtor de cacau e presidente da Associação de Turismo de Ilhéus, na Bahia, um em cada TRÊS chocolates vendidos no Brasil é fake. E o buraco é bem mais embaixo.  Aqui tem a matéria completa (vale a pena ler) no site da UOL.

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Foto: Day to Day Forever

O pão integral, o legítimo, tem 3 a 5 gramas de fibras em cada 50g de pão. O problema é que a Anvisa não estabeleceu uma porcentagem mínima para que os produtos do mercado sejam chamados de integrais. Ou seja, às vezes aquele biscoitinho que parecia inocente e saudável. Pode ser uma enganação. Eu estava conversando com a Dani e com a Bombom sobre isso, e quando a Bombom disse que barrinhas de cereais industrializadas não são nada do bem… Mais uma frustração.

Grãos integrais são aqueles que não passam pelo processo de refinamento e mantêm toda a “roupagem”, ou seja: podem baixar os níveis de colesterol e controlar os níveis de insulina no sangue.

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Foto: Verduras e Legumes

Popular na gastronomia japonesa, o Kani Kama teoricamente é carne de siri processada. Na prática, aquele compacto retângulo rosado é feito com surimi, uma misturança de inúmeros tipos de pescados, amido de trigo, clara de ovo, açúcar, extrato de algas, aromatizantes de caranguejo e lagostas, sal, vinho de arroz e glutamato monossódico. Esse último é um sal presente em todas as proteínas animais e vegetais, usado pela indústria alimentícia para realçar o sabor dos alimentos. O uso do glutamato monossódico pode causar doenças como Alzheimer e câncer. E aí, vai um sushi com kani?

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Foto: Static

Finalmente, hora da cereja do bolo! Ah não, espera. Aquela coisinha vermelha e crocante, cheia de calda e que acompanha bolos e tortas está longe de ser cereja. Meu pai já falava isso e eu repassava para os meus amigos antes. Agora estou retificando: gente, é chuchu. Mergulhado num monte de açúcar e corante artificial.

E não tem nada a ver com a verdadeira fruta, que é deliciosa né? Mas calma, aquelas em calda com o cabinho são cerejas mesmo, até onde eu sei. Era só o que faltava colocarem um raminho em bolinha de chuchu… Onde já se viu.