Dia intenso e cheio de emoções precisa com um bom café da manhã, não é mesmo? O nosso primeiro e último dia em Makhachkala, capital da República do Daguestão, começou bem nesse quesito! Demoramos um pouco mais nessa refeição porque estávamos discutindo de iriamos ou não atravessar parte da Chechênia e passar por Grozny (capital) que já foi considerada uma das regiões mais perigosas do mundo.

Tudo isso porque nosso objetivo final era conhecer a cidade de Nalchik, capital da República Cabárdia-Balcária, mais precisamente para visitar a região dos lagos. Pelo título vocês devem ter notado que, sim, nós decidimos ir para lá mesmo com muita gente dizendo que poderia ser complicado.

Antes de colocar o pé na estrada, preferimos relaxar um pouquinho e colocar mais um mar para a nossa lista: o mar Cáspio. A praia não é das mais bonitas que já fomos, afinal, fica em uma cidade grande, mas ainda assim vale a pena dar uma paradinha se estiver na região 😉

De lá, partimos tensos rumo ao nosso destino e posso falar? Fomos surpreendidos com a simpatia dos comerciantes que nos atenderam no meio do trajeto, sério!

Mesmo com a tensão em atravessar a Chechênia a noite, nós decidimos parar em Grozny para jantar. O restaurante que escolhemos foi o Zhizhig & Galnash e foi mais pelo trajeto mesmo, não por alguma recomendação.

O Paulo, como sempre, quis experimentar um prato bem tradicional da região e o escolhido foi um estômago recheado com pulmão, fígado, miúdos e coração que é servido com uma massinha simples, vinagre com alho e caldo de carne para a digestão. E não é que ele gostou? Segundo o Paulo é um daqueles pratos estranhamente bons 😉

No começo desse dia da viagem, nós tínhamos certeza que passaríamos a noite em uma cidade mais calminha. No entanto, foi ficando tarde e a Alina (nossa produtora russa maravilhosa) conseguiu dois quartos no Grozny City Hotel! Apesar do detector de metais e dos 5 seguranças armados na porta, o hotel é superconfortável, os quartos bem espaçosos e possui hamam feminino e masculino supercompletos.

Esses “spas” cheios de saunas, ofurôs e piscinas são enormes, mas nem pense em sair de short/bermuda (mesmo homens) pelo saguão do hotel. O mais diferente de passar uma noite em um lugar tão inusitado é que eu e o Paulo nem sabíamos se algo comum para nós poderia ser considerado desrespeitoso, sabe?

Foto: Hoteis.com

Para entender um pouquinho mais dos perrengues que passamos nessa noite na Chechênia é melhor ver o vlog completo aqui embaixo!