Nosso país tem lugares incríveiss e eu sempre acabo me apaixonando ainda mais pelos que visito! Em 2016, eu e o Paulo fomos até a Amazônia para explorar essa região tão diferente das que estamos acostumados. Nem preciso falar que achei o lugar incrível, né?

Aprendi muito sobre a cultura local e fiquei encantada com a variedade de coisas novas que vi nas cidades que visitei. Além de recomendar a experiência para todo mundo que conheço, separei algumas orientações bem importantes para vocês que planejam ir para lá algum dia 🙂

Preparação

Foto: Melhores Destinos do Brasil

Antes de ir para a Amazônia você precisa tomar a vacina da febre amarela para prevenir alguma eventual doença. Ah, vale lembrar que isso precisa ser feito com, no mínimo, 10 dias antecedência para que a vacina faça efeito. A aplicação não dói nada e é super rápido!

Aproveite a oportunidade e já peça pelo certificado internacional da vacina, assim você fica preparado para futuras viagens.

O que levar na mala

Foto: Paulo Cuenca

Preste bastante atenção nessa dica porque ela é muito importante, hein? Para você aproveitar os passeios pela Amazônia sem muitos incômodos, você vai precisar de alguns itens essenciais. Confesso que só descobri a necessidade deles quando cheguei lá.

A primeira coisa é: leve uma galocha ou uma bota específica para trilha. Esses dois tipos de sapatos são ideais para andar no meio da mata. É bom proteger a canela contra possíveis mordidas de cobras – elas não nos atacam, mas pode acontecer de alguém pisar nela sem querer e a primeira parte que ela irá morder é a canela.

Já quanto as roupas, procure levar tons mais esverdeados ou neutros. Branco, preto e cores fortes atraem mosquitos e outros animais, sabia? Melhor ainda se você tiver uma blusa de manga comprida e que seja fresquinha! Assim você fica ainda mais protegido de picadas. 

Fora isso, aquelas coisas básicas que nunca podem falar: capa de chuva, repelente, protetor solar e, de preferência, uma mochila a prova d’água.

Clima

Foto: Paulo Cuenca

Eu e o Paulo fomos em novembro e achamos bem quente. No geral, entre agosto e janeiro faz mais calor e a água recua, deixando as partes antes cobertas pela água à mostra. De fevereiro a julho, é o período de cheia dos rios, então a experiência de uma pessoa que for nessa época é bem diferente.

Particularmente, eu amei ter ido em novembro porque, apesar do calor, tive uma experiência maravilhosa e fiquei com vontade de ir em outra época do ano para ver como é.

Hospedagem

Foto: Paulo Cuenca

Nós ficamos hospedados no Hotel Villa Amazônia, em Manaus, e super recomendo. A localização é ótima porque fica perto do centro da cidade, então é perfeito para conhecer a região. Dê preferência para esses hotéis mais próximos do centro porque facilita vários aspectos da viagem, como o transporte e a locomoção pelo local.

No tempo que passamos em Mamirauá ficamos na Pousada Flutuante Uacari, que era bem simples, mas o ambiente era muito gostoso. Tente fazer as reservas da pousada com bastante antecedência porque, como eles moram mais afastados da cidade, demoram mais para responder!

Alimentação

Foto: Manaus Ágil

A Amazônia foi muito surpreendente para mim em relação a culinária.Vi coisas para comer lá que nunca tinha visto na vida! Eles têm vários alimentos típicos e com sabores muito diferentes. Experimentei tucumã e jenipapo, duas frutas que são mais azedinhas. Não consigo nem dizer se gostei ou não, porque nunca tinha comido nada igual. 

O tambaqui é um dos principais alimentos deles, então você irá encontrar em vários restaurantes com preparações de todos os tipos. Um outro alimento bem diferente e um tanto quanto polêmico é a carne de tartaruga. Nesse vlog falamos um pouco mais sobre essa questão da tartaruga para quem quiser entender melhor como ela é usada. 

Todas as coisas que eu comi estavam muito bem temperadas e gostosas. Resumindo, para quem gosta de provar comidas novas e incomuns, irá adorar a Amazônia 😉 Vale falar que em Manaus você encontra muitas boas opções, viu? Um dos lugares que eu mais gostei foi, definitivamente, o restaurante Banzeiro. 

O que visitar

Foto: Sanderlei

Primeiro de tudo, recomendo que você contrate algum guia ou empresa de viagem para conhecer os lugares. Não é muito fácil fazer as coisas por lá sem ajuda, por isso eu e o Paulo contratamos a Amazon Eco Adventures. Eles foram super simpáticos e os passeios foram incríveis!

Agora, vamos falas sobre alguns dos lugares: não vá embora da Amazônia sem mergulhar, ou ao menos conhecer, o Rio Negro. Além disso, você pode interagir com golfinhos e conhecer comunidades flutuantes. Mas não é só isso que tem para fazer lá não! Vou falar um pouco mais sobre outros locais nas dicas a seguir.

Presidente Figueiredo

Foto: Nativos do Mundo

Presidente Figueiredo é um município localizado em Manaus com mais de 100 cachoeiras – um verdadeiro paraíso! Nós fomos até a Reserva de Maroaga e, de lá, partimos para a Caverna Refúgio do Maragoa. A trilha até as cavernas e grutas dura mais ou menos duas horas e é um pouco complicada, mas vale muito a pena pela paisagem do local.

Visitamos as cachoeiras e as grutas com um guia e ele nos contou que algumas cavernas não permitem visitação para não deteriorar os espaços. Por isso apenas grupos pequenos são permitidos nesse tipo de local.

O passeio para lá foi um dos mais lindos que fizemos por lá, mas devo confessar que fiquei triste pelo fato de ter visto muito lixo perto da cachoeira de Iracema. Então, aqui fica a dica: caso você vá para lá, não colabore com esse tipo de coisa. Temos que preservar a beleza do nosso país, né?

Barco Regional

Foto: Paulo Cuenca

Eu e o Paulo queríamos uma experiência completa, por isso escolhemos ir até Tefé pelo barco regional. Pelo que entendemos, tem um barco para cada dia da semana. Nós fomos no sábado com a embarcação Irmãos Miranda!

Se você quiser dormir um pouco na rede, junto com o resto do pessoal, tente chegar cedo e colocar a sua no meio do barco que é mais “estável”. Ah, de preferência no começo do barco, porque o fundo faz muito barulho. O passeio foi incrível e de bônus vimos um pôr do sol surreal.

Mamirauá

Foto: Nativos do Mundo

Assim que chegamos em Tefé pegamos uma lancha para ir até Mamirauá. Nós conhecemos a Floresta Amazônica e fizemos algumas trilhas, todas com guia e em grupos pequenos. Foi muito divertido andar pela mata, ver árvores tão grandes e também animais como o macaco uacari branco. 

A própria comunidade é responsável pela preservação da reserva, por isso eles tomam todo o cuidado possível com o ambiente, até porque eles moram lá. Como nós ficamos em uma pousada flutuante, tivemos uma ideia de como eles vivem. Um fato bem curioso é que a comunidade fica alagada por três meses no ano. Passe pelo menos um dia nesse lugar para ter noção do quão bonito é. Tenho certeza que vão amar!

MUSA e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

Foto: Paulo Cuenca

Nos nossos últimos dias de viagem conhecemos o MUSA e o INPA. O primeiro deles é um museu que tem a proposta de um novo olhar em relação a floresta. Lá também tem uma torre muito alta com uma vista surreal da floresta, não deixem de conhecer!

Já o INPA, é um instituto que resgata animais e cuida deles até que estejam aptos a voltarem para a natureza. Eles fazem um trabalho intenso de recuperação desses bichinhos e possuem vários projetos legais e importantes para a preservação dessas espécies.

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A Amazônia é um lugar maravilhoso e eu fiquei com muita vontade de voltar para lá em outra época. Se você quer saber ainda mais sobre os lugares que visitamos é só assistir aos nossos vlogs e também dar uma olhadinha nosso roteiro 🙂