Antes de partimos para Oslo, aproveitamos nosso tempo para conhecer um pouco mais de Røros. Visitamos uma zona onde antes ficavam as minas de cobre. A maioria das casas por lá são do século XVIII, isso porque as antigas, do século XVII, foram queimadas pelos suecos. Eles queriam invadir a região para ficarem com as companhias de cobre que funcionavam por lá.

Além disso, demos uma passada em um lugar que traduzimos como “Museu do Derretimento” para ver outros detalhes da história do cobre da região. Em seguida, fomos para a Igreja projetada para todos os funcionários que trabalhavam nas companhias de cobre. Ela foi construída por volta de 1700 e um dos seus diferenciais é uma madeira que imita um mármore azul. Ah, uma coisa que nos impressionou muito foi o fato das pinturas dela nunca terem sido refeitas, mesmo sendo do século XVII.

A viagem de trem até Oslo durou mais ou menos cinco horas e meia. Para quem curte ver paisagens ao longo do trajeto, essa é uma das melhores opções para chegar até a capital da Noruega. O hotel que nós ficamos hospedados se chama Scandic Vulkan. Apesar do quarto ser pequeno e a cama de “casal”  separada, achamos a acomodação bem agradável e adorámos os itens de decoração do local.

O primeiro bairro de Oslo que fomos conhecer foi o Grünerløkka. Ele é cheio de grafites e arte de rua – me lembrou bastante Kreuzberg, em Berlim. Acho super interessante o quanto eles incentivam esse tipo de arte. Pode não parecer, mas faz toda a diferença para deixar a cidade mais colorida. 

Um dos lugares mais legais por lá é o Mathallen Oslo. O local era uma antiga loja/fábrica bem industrial. Depois que foi fechada, o local passou anos deserto. Agora, eles reformaram todo o espaço e ele funciona como uma Fábrica Bhering do Rio de Janeiro. É cheio de lojinhas diferentes e uma atmosfera super vibrante e descolada.

Ah, descobrimos um fato muito curioso enquanto passeávamos por lá. Sabe aquela tradição de Portugal de comer bacalhau? Ela, na verdade, vem da Noruega! O peixe é pego nas águas geladas do país e a “secagem” dele também é bem singular. Eles deixam o peixe pendurado perto do mar durante três meses e o próprio vento seca a carne. Bem diferente, né?

Para o jantar, fomos até o Pila. Infelizmente, o restaurante fechou, mas tenho certeza que vocês irão encontrar algum outro espaço interessante caminhando por alguns minutos por essa região 😉