Olá, pessoal, tudo bem?

Sou a Marcella Coser, colaboradora do blog, e hoje vim aqui para batermos um papo sobre a história da ciência na cozinha. Nós usamos os conceitos para explicar preparos, então vamos conhecer mais sobre essa mistura que deu super certo!

Quando você escuta gastronomia molecular, o que te vem à cabeça? Algo complicado e distante do nosso dia-a-dia, né? Pois deixe-me dizer algo: sabe quando você faz aquela mousse aerada? Pois bem, meu amigo, isso também é gastronomia molecular.

Receita completa

A gastronomia molecular é resultado de estudos sobre a ciência dos alimentos que une conceitos químicos e físicos visando entender as transformações que podem ocorrer nos alimentos, a fim de aproveitar seu preparo da melhor maneira possível – seja para deixar o prato mais saboroso, diferente e/ou mais divertido. É possível criar novos métodos, técnicas e equipamentos ou até mesmo de aperfeiçoar o que já existe.

Os garotos propaganda desse movimento são Ferran Adrià, chef espanhol e dono do restaurante El Bulli (fechado em 2011), que revolucionou a gastronomia por usar técnicas e equipamentos químicos e físicos na cozinha; e Heston Blumenthal, que possui 3 estrelas Michelin e lidera o Fat Duck, na Inglaterra.

Eles são os nomes mais conhecidos quando pensamos em cozinha molecular, mas esse movimento começou bem antes dos dois.

Fotos: The Ascott e Evening Standard

Em meado dos anos noventa, a Professora de culinária, formada na Le Cordon Bleu, Elizabeth Cawdry Thomas, convidou o físico húngaro Nicholas Kurti, conhecido por suas inúmeras pesquisas sobre a ciência dos alimentos, para organizar um Simpósio sobre ciência e gastronomia em Erice, na Itália.

Nicholas convidou dois outros cientistas para compor sua equipe nessa empreitada tão inovadora para a época: Harold McGee, escritor Norte Americano; e Hervé This, químico francês que estuda as explicações científicas para os fenômenos culinários. Hervé, inclusive, foi o responsável pelo termo “Gastronomia Molecular”.

O Simpósio Erice teve 6 edições (entre 1992 e 2004) e podemos dizer que foi responsável pela propagação da possibilidade de unir ciência e culinária. Tanto que Adrià e Blumenthal são resultados da influência das informações compartilhadas em Erice. Embora Adrià não tenha prestigiado nenhuma edição do evento, seu restaurante teve um pico criativo em 1994, dois anos após a primeira edição do Simpósio. Já Blumenthal, que participou em 2002 e 2004, comenta sobre a influência de McGee em sua cozinha.

Foto: Informativo do Simpósio em 1992

Ainda tem muita coisa para explicar sobre esse universo da gastronomia, então, fiquei aí refletindo que voltarei com mais informações!

Espero que tenham gostado!

Beijos,

Cella